Meu
nome é Wagner Campelo. Nasci no Rio de
Janeiro em 1963. Fiz meus estudos universitários
na Escola de Belas Artes, da UFRJ. Formei-me
em 1985. Desde então trabalho como programador
visual.
Escrevo desde a adolescência. Nos períodos
turbulentos e confusos da minha vida, esboçar
frases me reconfortava na medida em que eu podia
extravasar o que nem sempre conseguia por meio
da fala. Exteriorizar meus questionamentos através
da escrita, de certa forma, fazia com que me
libertasse deles. Mas, para mim, a escrita não
se limitava apenas a finalidades "terapêuticas".
Também escrevia em outras ocasiões,
pelo prazer de usar palavras para criar mundos
e vidas diferentes.
Entretanto,
apenas no fim dos anos 90 me senti movido a
"escrever seriamente". Em 1998, comecei
a dar forma a uma história que me obsedava
há algum tempo — e que eu já
havia tentado pôr no papel em outras duas
ocasiões (desde 1992), sem sucesso. Dessa
vez o texto acabou ganhando tal densidade e
interesse para mim que lhe destinei todo o meu
tempo livre. Quando o concluí, três
anos mais tarde, achei que se assemelhava ao
que costumavam denominar romance. Dei-lhe o
título de Os Malabaristas.
Depois
da recusa de uma editora e do parecer desfavorável
de uma leitora crítica — profissional
que contratei na esperança de saber quais
os defeitos do meu texto rejeitado —,
resolvi deixar meu "romance" engavetado.
Ao mesmo tempo em que desacreditava em mim algo
me dizia para não desistir tão
prontamente.
Em 2002, tentando descobrir mais uma vez se
meus escritos tinham alguma qualidade, matriculei-me
numa oficina de ficção/literatura
ministrada por um renomado autor nacional. Durante
o curso, submeti ao grupo alguns capítulos
de Os Malabaristas. Meus textos
tiveram boa aceitação. O professor/escritor
disse que eu tinha talento e me incentivou a
procurar uma editora. Segui o conselho dele,
várias vezes, mas não tardei a
descobrir que obter êxito nesta empreitada,
independente de aptidão, não era
tão simples como eu supunha.
Em
outubro de 2003, tive um texto, intitulado Condenados,
selecionado no concurso Contos do Rio, promovido
pelo jornal O GLOBO. Condenados
foi publicado no caderno Prosa & Verso em
dezembro de 2003. Posteriormente, os contos
selecionados no concurso foram publicados em
livro pela Bom Texto Editora.